Artur Barrio
1945 Porto, Portugal Vive e trabalha - Rio de Janeiro, Brasil
Ingressou na Escola de Belas Artes em 1967 e foi um dos primeiros artistas a realizar gigantescas instalações com composições caóticas, onde misturava múltiplos elementos.
Participou de exposições no Brasil e no exterior, entre elas, do Salão de Bússola no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1969); da exposição Information, em Nova Iorque (1970); e da Documenta 11 de Kassel (2002), na Alemanha, um dos mais importantes eventos de arte contemporânea do mundo.
Obra da inutilidade da utilidade da política da arte .de Artur Barrio
A obra de Artur Barrio fica na memória , literalmente pois é uma característica do artista fazer obras para ‘’trabalhar’’ com os sentidos instintivos , do corpo .
Podemos observar isso ao entrar na sala .
Quando entrei tive a sensação de estar em uma doca , um porto algo assim , pois o som que toca na sala traz paz e serenidade .
A iluminação do ambiente também chama muita atenção pois é um tanto escura e natural , lembra um final de tarde .
A sala fica gravada na memória pois as caixas com pedaços de peixe chocam , e as frases escritas no chão e nas paredes , ‘’para quando no mar não mais peixes houver ‘’ .
Isto tudo faz com que você saia da sala e continue pensando sobre o assunto , é uma experiência incrível .
Ana maria Maiolino
1942 Scalea, Itália Vive e trabalha - São Paulo, Brasil
Anna Maria Maiolino migrou da Itália no pós-guerra e construiu sua carreira em países da América Latina, fixando-se no Brasil em 1960. Em experimentos ora matéricos – como a cerâmica, a pintura e a gravura –, ora documentais – como o vídeo e a fotografia –, a artista desenvolveu um observatório das formas sensíveis, de como a vida acontece e, a despeito dos riscos e adversidades, perdura.
Obra arroz e feijão de Ana Maria Maiolino
A sensação ao entrar na sala é marcante, com certeza .
Pois é de se surpreender uma obra que de perto parece ser tão simples, mais possui tantos detalhes implícitos. A sala é toda branca e possui iluminação bem clara.
Em uma das paredes da sala possui uma televisão de tela plana com uma Boca mastigando , e parece estar gostando do que come .
O grande detalhe desta sala é que os copos na mesa estão vazios, assim como os pratos na parede.
Isto é feito propositalmente pois a obra é uma critica a ditadura e ao socialismo , por isso nas mesas temos ‘’pés’’de arroz e feijão que segundo o socialismo é o essencial que precisamos .
Os Pratos vazios estão em maior numero pois vivemos em uma sociedade desigual na qual os pratos vazios simbolizam as pessoas que não tem comida .
Rodrigo Andrade
1962 São Paulo, Brasil Vive e trabalha - São Paulo, Brasil
A obra de Rodrigo Andrade lida com o mistério fundador da pintura, da formação da imagem ilusionista através da matéria. Sua pintura refletia, nos anos 1980, o interesse geracional pela investigação pictórica que articulava a ênfase no gesto com a iconografia tomada da cultura de massas. A partir de 1999, a produção de Andrade passa por grandes mudanças. Expõe telas nas quais apresenta formas monocromáticas retangulares ou circulares dispostas sobre superfícies neutras.
Obra Matéria Noturna Rodrigo Andrade
A obra é tão perfeita que é possível confundir facilmente se é uma pintura ou foto .
As obras são constituídas de varias pinturas que para cada um representa um lugar .
Quando vi interior escuro fiquei imaginando o que seria aquele lugar , o interessante é que cada pessoa busca uma definição .
Para mim parece muito aquelas janelas que são usadas em escolas antigas , ou um escritório
Já as fotos das estradas me remetem a lembranças , de uma estrada do interior. A grande verdade é que é possível ‘’viajar’’ nesta obra , e deixar sua mente te levar apenas pelo sentido de olhar aquela imagem .Cada pessoa se lembra de um lugar diferente .
Esta obra deveria chamar lembranças , pois no dia em que fui a Bienal aconteceu uma experiência interessante , três pessoas ficaram ao redor dessas obras e cada um se remeteu a uma lembrança diferente , o quadro consegue despertar os sentidos , e as sensações do passado .
Gil Vicente
1958 Recife, Brasil Vive e trabalha - Recife, Brasil
Nasce em Recife, Pernambuco, terceiro dos cinco filhos de Lauro de Oliveira e Marilda Vasconcelos de Oliveira. Seu nome é sugerido pelo avô materno, João Vasconcelos, escritor e crítico literário. A casa é freqüentada por artistas e escritores e Gil é vivamente incentivado pelos pais a desenvolver seu interesse pela pintura.
Obra Inimigos Gil Vicente
Os quadros são feitos todos em preto e branco , interessante pois algo sem muitas cores lembra a morte .
A perfeição da obra mostra perfeitamente a feição dos ‘’inimigos’’, alguns com caras de pânico e outros não tão assustados .
A questão é a seguinte será que Gil Vicente está querendo matar mesmo esses grandes ícones , ou será que está apenas ameaçando ? Nós podemos ameaçar o poder e os grandes chefes de estado, como ele faz em sua obra ?
Gil Vicente na verdade representa a vontade do povo e não só a sua vontade de ameaçar ou matar esses grandes chefes de estado , seria uma vingança que muitas pessoas gostariam .
Ou apenas pode ser um desabafo , uma vontade pessoal de Gil Vicente.
Cinthia Marcelle
1974 Belo Horizonte, Brasil Vive e trabalha - Belo Horizonte, Brasil
A obra de Cinthia Marcelle trafega por diversas linguagens, como o desenho, a fotografia, o vídeo e a performance. Nesta última, a artista vem demonstrando uma singular intensidade, capaz de ativar de maneira potente questões como o corpo, a cor, e a simultaneidade de acontecimentos entre grupos de pessoas em diferentes espaços e tempos
Esta obra me chamou muita atenção , pois parece não ter sentido , algum mais possui muitos detalhes , que só podem ser vistos de perto .
Ela com certeza remete a todos lembranças da escola e de aprendizado .
A lousa mal apagada , me passou a sensação de como os alunos absorvem a matéria ou seja uma verdadeira ‘’ nuvem ‘’ de informação .
A lousa contem informações de varias matérias como matemática português Física entre outras .
Tudo isso em uma grande confusão do mesmo modo que a mente de um aluno .
O giz no chão pra mim representa o esforço continuo do professor , que pode ser comparado com o suor e cansaço .





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